terça-feira, 7 de fevereiro de 2017

Um dia falo sobre saúde sexual e reprodutiva no blog. Hoje é o dia.



Em primeiro lugar, porque me apetece. Depois, porque neste blog não há temas-tabu.



Começo por esclarecer que este post NÃO É um post publicitário, NEM TÃO-POUCO É um ensaio científico baseado em evidência sobre a temática em questão. Diz somente respeito à minha experiência pessoal e à opinião que tenho atualmente sobre estas coisas da contraceção e afins. Assim sendo, é apenas uma tentativa de desconstruir ideias pré-definidas, discutir conceitos que damos como adquiridos e, se estimular em quem o ler, uma fome de informação, já cumpriu 99,9% do seu propósito.



É que em questões de saúde (como em muitas outras) informação é poder! Não esperem que os médicos vos informem, porque essa não é a função deles. Estes profissionais estão formatados para tratar/curar/resolver e balizados por apertados (e obviamente necessários!) protocolos de atuação que os impedem de ter uma prática clínica mais individualizada. Acredito que muitos se sintam frustrados com este sistema, mas o facto de estarem conscientes disso já é um chega-pra-lá no paternalismo que ainda tende a grassar na classe (cada vez menor, thanks god!). Isto para dizer que cabe a cada um de nós fazer as perguntas certas, procurar informação em fontes credíveis… É nisto que reside o tão desejável empoderamento de cada um de nós, enquanto cidadãos. No caso da saúde, com ganhos adicionais no nosso status de saúde e na nossa qualidade de vida.



Mas voltemos ao tema sobre o qual hoje me debruço: planeamento familiar, contraceção, saúde sexual e reprodutiva. Se há tema importante para o bem-estar emocional e físico de uma mulher é este, minha gente!

Mesmo entre amigas, falamos de tanta coisa (roupas, gajos, relações), mas nunca abordamos estas questões a fundo. À maior parte de nós foi-nos “oferecida” uma pílula ali pelos finais da adolescência, altura em que visitamos pela primeira vez o ginecologista e tendemos a iniciar a vida sexual. Nem nos questionamos sobre o porquê ou acerca de eventuais alternativas. É assim porque sim! Foi assim comigo. Até ao dia em que parei de tomar a pílula, quase 10 anos após ter começado. Motivo: querer ter filhos. Tão simplesmente isto. E foi aí que começaram todos os porquês.



“Então mas a libido afinal é isto?”, “Ui, que eu nunca tinha sentido isto antes… e que bem que sabe”, “Até tenho algumas dores da ovulação, mas ao menos já me aturo a mim mesma e livrei-me daquelas alterações de humor completamente intoleráveis”. Pois é minhas amigas (e amigos, se é que ainda me estão a ler, que este post não é só para meninas!), é triste ter vivido toda uma vida até aos 30 sem noção de como se comporta e é suposto naturalmente comportar o meu próprio corpo (sem hormonas)”. Percebi, com uma clareza por demais evidente, que sou uma pessoa com pílula e outra diferente sem pílula. “Domesticada” é a palavra que melhor descreve como me sinto.



Ontem – depois de mais cinco anos a tomar a pílula e a maldizer a minha vida sobretudo devido à falta de lbido e ao humor descontrolado aos altos e baixos (há inclusivamente estudos que relacionam a toma da pílula à depressão), de uma segunda gravidez e de uns quantos meses passados novamente “domesticada” – pus um ponto final nesta minha história com a contraceção hormonal oral (pelo menos para já, que nestas coisas nem NUNCA, nem SEMPRE!). Depois de me informar com diferentes profissionais, conversar com amigas, ler sobre as diferentes alternativas e colocar as questões certas à minha ginecologista/obstetra, decidi (Eu! Não a médica! A isto se chama decisão informada!) colocar um dispositivo intrauterino (DIU) de cobre (que é um método barreira, ou seja, não hormonal). Claro que, à semelhança de qualquer método contracetivo, o DIU de cobre não é isento de efeitos adversos, sendo que o mais comum é o aumento das hemorragias menstruais, segundo a médica. Vamos ver como corre… Posso garantir que, no meu caso – volto a frisar que esta é a minha experiência pessoal! –, não senti a mínima dor ou desconforto na colocação (e olhem que ia cheiinha de medo!). Quanto a efeitos adversos, espero para ver, tendo sempre em mente o comentário da médica ontem na consulta, aquando da colocação do DIU: “daqui a uns tempos está cá para tirar esse e por o Mirena®”.



Isto porque a médica acha que os fluxos menstruais anormalmente abundantes (que até podem não vir a acontecer) terão impacto na minha qualidade de vida. A título de esclarecimento, o Mirena® é um DIU hormonal que equivale à pílula da amamentação (Cerazette®), pelo que inibe a ovulação e a menstruação. Tem como efeito secundário mais comum o inchaço abdominal, mas os efeitos habitualmente associados à contraceção hormonal oral são muito menores devido à via de administração (o que também acontece com o anel e o adesivo, ambos hormonais).



Nota: A colocação do DIU não está indicada para quem nunca esteve grávida, pariu ou foi mãe. O único método barreira, nesse caso, continua a ser o preservativo (masculino ou feminino).



Espero que esta minha partilha (reafirmo, PESSOAL!) vos inspire a “empoderarem-se” neste ou noutro sentido, aliás, no sentido que fizer mais sentido (passo o pleonasmo) para vós!

Eu consegui que uma ginecologista/obstetra me dissesse, com todas as letras, que na fase da vida em que me encontro as hormonas associadas à contraceção não me conferem qualquer benefício em termos de saúde. Acreditem que isto é revolucionário! Para mim, já é uma vitória (embora isto não seja uma guerra, atenção!). Mas, acredito que é assim que se mudam mentalidades e se vão desconstruindo “verdades” instituídas!



Sejam responsáveis por vocês, porque mais ninguém o vai ser. Informem-se. Conversem. Partilhem. Cuidem-se. Porque (ainda!) somos nós que mandamos no nosso corpo.

(o marketing e imagem do DIU ultrapassa-me, confesso... não consigo decidir se é bom ou se é mau)
mudança de look, AQUI

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2017

alimento/ingrediente fetiche do momento

tâmaras medjool

terça-feira, 31 de janeiro de 2017

alimento/ingrediente fetiche do momento

romã

segunda-feira, 30 de janeiro de 2017

janeiro é mês de #gettingthingsdone


marquei as férias. tenho agendadas consultas de rotina em três especialidades. dei mega arrumação no quarto dos miúdos e na sala. tenho trazido almoço de casa todos os dias.

e hoje de manhã... tchã, nãaaa, nãaaa, nãaaaaaaaaaaaaa... hoje de manhã, inscrevi-me em aulas de exercício físico (pós pós-parto). para já uma vez por semana, mas pouco é melhor do que nada, certo?

só me falta validar as faturas no site das finanças... mas amanhã ainda é janeiro.

quinta-feira, 26 de janeiro de 2017

dias de chuva pedem música



este senhor tem o dom de transformar músicas que no original não me dizem absolutamente nada em canções-que-oiço-em repeat-e-até-vou-pesquisar-a-letra. esta da Katy Perry é um exemplo.

quarta-feira, 25 de janeiro de 2017

leitura indispensável

manual de sobrevivência para anti-trumpistas

"essas coisas que tu agora comes"

é assim que a minha mãe, mas principalmente a minha avó (quase com 92), se refere às mudanças que tenho vindo a imprimir à minha alimentação. como estou mais magra (quer dizer, estou no meu peso normal, é preciso não esquecer que há bem pouco tempo estava grávida e não gorda!) e tenho (sempre tive!!) olheiras, acham logo que estou "com mau ar" ou "doente" e não há como fazê-las ver que não ando a comer "só sementes", que na realidade como de tudo e de forma muito equilibrada. 
A máxima tem sido: o que antes era regra, hoje é exceção. Acho que a grande mudança tem sido ao pequeno-almoço: deixei de enfardar folhados de salsicha, pães com chouriço, empadas ou merendas com meia-de-leite (com açúcar!) e rendi-me à diversificação alimentar na primeira refeição da manhã, cortando radicalmente com o leite e com o açúcar. E as diferenças em termos de bem-estar e energia são notórias. 
Há, efetivamente, uma série de alimentos que não faziam parte da minha dieta até há bem pouco tempo (e que hoje estão muito em voga e bem que podia ser mais baratos), mas que só vieram acrescentar valor do ponto de vista nutritivo ao meu dia-a-dia. A título de exemplo: abacate, aveia, tâmaras medjool, tapioca, lentilhas, arroz integral, feijão mungo, espelta, trigo sarraceno, quinoa, quark, bebidas vegetais, frutos secos e sementes no geral. 
Tenho uma grande vantagem que é não ser esquisita e gostar de praticamente tudo: o que é válido para o bem e para o mal. Volto a dizer (mãe, estás a ler-me?) que continuo a comer de tudo! Mas com muito mais moderação e bom senso. Não faço parte de nenhuma seita e não tenciono pregar a palavra, a sério, é só vontade de continuar a sentir-me bem, por dentro e por fora.

terça-feira, 24 de janeiro de 2017

da #WomensMarch


da cidade, com cheiro a m...

hoje levei um desabafo "mal-cheiroso" até à aldeia.
assegura-me a Rapariga, que na aldeia isto não se passa... que sorte a dela!

trágico-cómico



sexta-feira, 20 de janeiro de 2017

"isto foi horrível"

tão pobre, tão vazio, tão errado este discurso do Trump, que o desabafo do comentador na SIC Notícias resume na perfeição.
não sei o que é que me arrepia mais... se é o frio ou o valor da conta de eletricidade cujo prazo para pagamento termina hoje.

procura-se



vou precisar de uma embalagem de omeprazol

para engolir este sapo

quinta-feira, 19 de janeiro de 2017

10 anos de blog


bem que me parecia que a data 16 de janeiro me dizia qualquer coisa, e que para além de ser o dia mais triste do ano - a chamada blue monday - tinha um qualquer significado no meu calendário pessoal. 

o sótão fez anos! mais precisamente 10 anos! 

passou uma década desde o primeiro guincho! uma década a escrever sobre tudo e sobre nada. em 10 anos muita coisa mudou, mas houve tanta coisa se manteve inalterável. 

desafio quem me lê a escrever, em 10 palavras, aquilo que sente por este cantinho, que é já um pedacinho do que eu sou. nos comentários a este post ou nos vossos blogs. digam coisas. gostava muito de vos ouvir.

em janeiro sempre foi inverno no hemisfério norte

camisolão de lã. gorro. capuz de pêlo. collants polares por baixo das calças.
o frio não está para brincadeira, mas eu também não. e por isso foi nesta figura que saí hoje de casa.

é janeiro. estamos no hemisfério norte. é inverno e a roupa de inverno serve para isso mesmo. para vestir no inverno. para estarmos bem agasalhados.

por isso minha gente, agasalhem-se e parem de se queixar das condições atmosféricas, porque podem estar poucos graus lá fora, mas já viram bem o dia lindo de sol com que fomos brindados? 

PS - já para não falar do facto de termos um teto quentinho para nos abrigar nestas noites geladas. pensei nisso e senti-me grata quando hoje de manhã olhei para as bochechas-rosadinhas-de-cama dos meus filhos.

terça-feira, 17 de janeiro de 2017

MLK


sábado, 14 de janeiro de 2017

1 ano de maria



Às vezes não cabe no mundo
Tudo o que eu te quero dar
O tom e a cor de escurecer
Com o pensamento a milhas do sistema solar

Um brilho dentro do meu quarto
Acende a noite para mim
E desfaz o nosso pacto
Do espaço fronteiras e coisas afins

Espreito ao longe o universo
Solto em bolhas de sabão
Agarro os sonhos que me abraçam
Só para entender de que matéria são

Procuro com urgência e fogo
O mapa de um tesouro meu
Entre a deriva do teu corpo
E a bússola atenta do meu coração

O meu amor é tão bom
Que é só meu, só meu, só meu
O meu amor tá em modo de ser
Que é só seu, só seu, só seu
E é que não acaba mais
Tudo o que o meu amor tem
O meu amor é só meu
Não o dou a mais ninguém

Às vezes sentados no mundo
A balançar as pernas por cima do mar
Perdemos o tempo, mas por um segundo
Matamos a saudade que nos há de salvar

E eu cuido de mim prometo
Se doer, doeu, se chorar chorei
A vida é tudo o que me ensinares
E mais tanta coisa que só eu é que sei

O meu amor é tão bom
Que é só meu, só meu, só meu
O meu amor tá em modo de ser
Que é só seu, só seu, só seu
E é que não acaba mais
Tudo o que o meu amor tem
O meu amor é só meu
Não o dou a mais ninguém

O meu amor é só meu
Não o dou a mais ninguém

sexta-feira, 13 de janeiro de 2017

não é sobre ser-se refugiado. nem sobre ser-se grego. sírio ou português. é sobre ser-se humano.

Nos Estados Unidos da América, o Trump usa de toda a sua arrogância para mandar calar jornalistas na sua 1ª conferência de imprensa oficial. No Nepal, uma adolescente de 15 anos morre isolada numa cabana, onde se encontrava presa por estar menstruada. Em Portugal, há jornalistas que sobrevivem graças ao Rendimento Social de Inserção.


Na Grécia, há refugiados sírios a partilhar a comida que lhes sobra com os sem-abrigo e famílias carenciadas gregas.
No seu discurso de despedida, Barack Obama disse, numa ode à democracia:"If something needs fixing, lace up your shoes and do some organizing"

E eu? Eu desiludo-me diariamente. Nunca como nos dias que correm me desiludi tanto. Mas também nunca como hoje sinto bem lá no meu íntimo uma esperança e um poder inabaláveis, de quem vive momentos históricos e fraturantes e sabe que a resposta está na empatia, essa capacidade que nos torna infinitamente mais humanos.

quinta-feira, 12 de janeiro de 2017

quarta-feira, 11 de janeiro de 2017


segunda-feira, 9 de janeiro de 2017

de boas intenções está o inferno cheio

percebi hoje e de forma pungente o que isto quer efetivamente dizer. 
sinto-o na pele, como uma queimadura. no coração, como um petardo.
aprendi-o à bruta e, malogradamente, com danos colaterais que não consigo controlar, ainda que desejasse com todas as forças que os estilhaços me atingissem apenas a mim. 
ter boas intenções, em teoria, não se traduz invariavelmente em resultados positivos e felizes, na prática.
lição aprendida! é mais uma, a juntar à lista de "dores de crescimento" que se tem vindo a avolumar de há uns tempos a esta parte.
há um reverso muito perverso nas "boas intenções". não me deixo mais iludir. 
até a vontade de cuidar deve ser (bem) doseada. 
até o gostar precisa de ser medido, a régua e esquadro. 
e eu nunca fui muito boa a geometria. 

quinta-feira, 5 de janeiro de 2017

"Achei o medo numa esquina / Mas com o meu fato de heroína / Desafiei-o e venci"



um regresso que me inunda de nostalgia

quarta-feira, 4 de janeiro de 2017

estas também vieram



em pele. em saldos. em bom.

não são os adidas gazelle, mas...



são ainda mais bonitos, bastante mais baratos (1/4 do preço e nem sequer estavam em saldos) e têm a mais bonita combinação de cores de todo o sempre (rosa e cinza). 

e é por isto que nunca serei uma blogger de e da moda.

são da zara kids. e são meus. 
leram bem... zara kids. fazem sapatos até ao 38 (alguns modelos até ao 39), super resistentes, confortáveis e duráveis, com design muitas vezes mais original por serem para crianças. sou mega fã.

porque o Natal é quando um Homem quiser...

... e os amigos puderem... e os filhos deixarem.

Jantar de Natal no Dia de Ano Novo, a nova tradição entre amigos, explicada na aldeia.

sexta-feira, 30 de dezembro de 2016

mãe preocupada

perdoo-me a veleidade de achar que ela me lê, porque não há um e-mail, uma caixa de comentários onde possa verter o que sinto quando a leio. na verdade, também não encontro palavras que expressem o que a escrita dela me provoca. 

quando for grande quero escrever assim. 
no entretanto, (des)consolo-me a lê-la.

quinta-feira, 29 de dezembro de 2016

o melhor do (meu) Natal...

... na aldeia.

sexta-feira, 23 de dezembro de 2016

oh oh oh


quarta-feira, 21 de dezembro de 2016

há lá coisa melhor que presentinhos no correio...


a generosidade das gentes da aldeia, personificada n'A Rapariga

obrigada Cátia, por tornares o meu Natal mais quentinho

é dia de festa de Natal da empresa

as duas palavras que hoje me concederam a salvação:

COLLANTS TÉRMICOS

(ou polares, ou lá o que é...)

terça-feira, 20 de dezembro de 2016

macaquinhos do meu coração

deixei-vos uma mensagem de Natal AQUI

segunda-feira, 19 de dezembro de 2016

mudar para melhor


sabem quando um produto que utilizam há anos é descontinuado? ou pior, quando a sua fórmula xpto que foi precisamente o que vos fez optar por esse mesmo produto é alterada? é super irritante, eu sei... been there.

o que nunca me tinha sucedido era uma alteração para melhor. passo a explicar... há já uns tempos que no dia a dia utilizo o BB Cream da Garnier ao invés de base. não só é mais económico, como acho que se torna mais leve e cumpre o objetivo de maquilhar sem parecer maquilhada. O tom que utilizo é o medium, a mais aproximada do meu tom de pele, mas sempre achei que tinha um toque demasiado alaranjado para o meu gosto... Agora, a fórmula foi melhorada e esse tom laranja desapareceu. Para além disso, a textura parece-me muito mais simpática. haja mudanças para melhor, nem que seja no mundo da maquilhagem.

*isto não é um post publicitário

quarta-feira, 14 de dezembro de 2016

tão certeiro


terça-feira, 13 de dezembro de 2016

eu já fui uma pessoa com (boa) memória

segundo dia consecutivo em que me esqueço do passe em casa (e o que mais me apetece é dar dinheiro ao metro que anda a funcionar que é uma maravilha... NOT!)

percebem agora o porquê de tanto suplemento, right?

segunda-feira, 12 de dezembro de 2016

tás bonita tás...


terça-feira, 22 de novembro de 2016

when we've done all that we could to turn darkness into light, turn evil to good




"Por ora, subsistem a fé, a esperança e o amor - as três.
Porém, a maior delas é o amor." 

1 Coríntios, 13

Por ora subsistem a fé, a esperança e a caridade - as três. Porém, a maior delas é a caridade.
1 Coríntios 13:
Por ora subsistem a fé, a esperança e a caridade - as três. Porém, a maior delas é a caridade.
1 Coríntios 13:13
Por ora subsistem a fé, a esperança e a caridade - as três. Porém, a maior delas é a caridade.
1 Coríntios 13:13

RAÇA (DES)HUMANA - STOP IT NOW!!!



*aviso: este vídeo contém imagens chocantes.  é mesmo muito forte. faz-nos ter vergonha de pertencer a esta raça, a raça humana, que de humana nada tem... isto não é um murro no estômago, isto é um meteorito em cheio no coração.

DN: Eu também fui feliz no 266 da Av. da Liberdade

Na passada sexta-feira, o nº 266 da Av. da Liberdade deixou de ser o DN. O edifício que marca indubitavelmente a paisagem da cidade vai passar a acolher mais um hotel (acho eu…) 

hoje fui à aldeia, falar das mudanças na cidade

segunda-feira, 21 de novembro de 2016

passeios de outono




my granola

aveia
amêndoas
avelãs
pistácios
sementes de abóbora, de girassol, de linhaça e de chia
coco ralado
pepitas de chocolate
mel & canela

i'll take the pain, give me the truth


segunda-feira, 7 de novembro de 2016

cenas da maternidade

o manel tem o seu primeiro dente a abanar. e é, precisamente, o primeiro dente que lhe nasceu.

e é isto a maternidade (isto e limpar rabos): um com os dentes a cair e outra com os dentes a nascer.

domingo, 30 de outubro de 2016

cenas da maternidade

ficar em casa sozinha para poder trabalhar... estar constantemente com a sensação de que alguém está a chamar, ou a precisar de algo, ou a dormir e de repente vai acordar a chorar...

sexta-feira, 28 de outubro de 2016

João Lobo Antunes

a minha profissão deu-me a oportunidade de me cruzar com ele inúmeras vezes, ouvi-lo falar em conferências várias sobre técnica, ética, cultura, emoções, observá-lo de perto, quando paradoxalmente se destacava numa rara cumplicidade interpares.

ontem chorei a morte do professor João Lobo Antunes.

tal como chorei a do médico que operou a minha mãe quando um sarcoma resolveu aparecer.

não era conhecido como o Lobo Antunes, nem tão-pouco era um Deus, pelo contrário, era o médico mais humano que já conheci. marcou-me de uma forma que não sei explicar por palavras...

acredito que a importância de pessoas assim, como o professor Lobo Antunes, advém da "gratidão". gratidão por parte de uma "multidão", como nos diz o MEC que, em grande parte, é composta por pessoas que lhe devem a vida. e isso é tudo.

terça-feira, 25 de outubro de 2016

para ir a esta aldeia, nunca apanho trânsito.

segunda-feira, 24 de outubro de 2016

Michelle, ma belle!


Because she said what she thought, and because she smiled only when she felt like smiling, and not constantly and vacuously, America’s cheapest caricature was cast on her: the Angry Black Woman. Women, in general, are not permitted anger — but from black American women, there is an added expectation of interminable gratitude, the closer to groveling the better, as though their citizenship is a phenomenon that they cannot take for granted”.

a integridade dos Obama inspira-me.
um olhar sobre o mulherão Michelle, AQUI

terça-feira, 18 de outubro de 2016

Hoje é dia de ir à aldeia.

quinta-feira, 13 de outubro de 2016

#ootd

pointy gladiator ballerinas e culottes.
não tarda torno-me uma blogger de e da moda.

terça-feira, 11 de outubro de 2016

DINO*





*desperately in need of

segunda-feira, 10 de outubro de 2016

o meu filho sabe ler

não, já não é só memória visual. o meu filho junta letras, sílabas e lança-se por aí fora a ler frases. frases inteiras. caramba, que isto é mágico!
continuo sem me arrepender da decisão de ficar mais um ano no pré-escolar. isto é a prova de que tudo a seu tempo... sem forçar. no ritmo dele. só é pena ainda não limpar o rabo sozinho... 

a macaca vai à aldeia...

...mudar de ares!
e partilhar umas coisas sobre a vida na cidade com A Rapariga na Aldeia.

AQUI está o link para a primeira crónica nesta parceria com a querida Cátia.

quinta-feira, 6 de outubro de 2016

M & M

com o manel a curar uma amigdalite, ontem mandámos a pequena para casa da avó materna (a bisa aproveitou para matar saudades da sua menina) e ficámos o dia todo em casa a ver filmes (o Zootropolis é muuuuuuuuuuuuuuuito giro!). à tarde, pouco depois de o pai sair para ir buscar a miúda a casa da avó, o manel sentou-se com um ar tristonho numa cadeira à janela e disse-me, em tom de confissão, "mãe, tenho saudades da maria".

DE-RRE-TI!

terça-feira, 4 de outubro de 2016

consegui

juntei flores e riscas no mesmo look sem parecer nem uma fashion victim desesperada, nem uma pseudo-hipster, nem alguém que pôs a roupa toda para lavar e teve que vestir o que havia disponível no armário.

segunda-feira, 3 de outubro de 2016

é por aqui é...


sexta-feira, 30 de setembro de 2016

tanta coisa a acontecer e eu... eu sinto-me (finalmente?) a adultecer (com algumas dores de crescimento pelo meio)

ontem pesei-me e descobri que estou 4 kg mais magra do que antes de engravidar da maria. sem grande esforço ou obsessão (mas com grandes mudanças na alimentação) atingi o meu objetivo em termos de peso: 60 kg. Aos 58 kg (o meu peso de sempre pré-gravidezes) já nem me interessa chegar. sinto-me bem assim e sei que as mudanças de comportamento já se tornaram estilo de vida.

hoje pela primeira vez o meu coração encolheu ao deixar o meu filho na escola. deixei-o mais cedo e, ao invés de ficar na sua sala, ficou no recreio (gigante!) com os meninos do 1º ciclo (gigantes!) à mistura. observei-o das grades enquanto ele procurava os meninos com que se sente mais à vontade. juntou-se a um amiguinho dos treinos de futebol, mas foi quando viu o V., o seu novo amigo de sala, que os olhinhos brilharam, me lançou um feliz adeus e lá foi a correr, atrás do outro, enquanto este lhe dizia "Manuel, temos um grande problema...", em tom de aventura para resolver...

por motivos muito pouco felizes (e depois de uma fase muuuuuuito negra), redescobri uma nova felicidade associada ao trabalho... And isn't it ironic? não sei o que isto vai dar, mas para já estou a gostar de explorar esta nova fase...

tenho tentado e conseguido ser: mais assertiva (se isto não é ser mais adulto, então não sei o que será...), menos fechada na minha concha, mais empática e menos queixinhas.

segunda-feira, 19 de setembro de 2016

o (meu) bom gigante

os receios do pai de ter um filho no 1º ano do 1º ciclo com 1,63m não são assim tão infundados... durante o verão, o pé cresceu um número e os sapatos 31 (alguns por estrear) já não lhe servem. as t-shirts parece que encolheram. os casacos estão todos com manga a 3/4. depois de um fds às compras de material escolar, cheira-me que o próximo vai ser passado a comprar sapatos (e alguma roupa).

caso alguém esteja a questionar-se de onde é a mochila: é de edição limitada e personalizada, feita pela mais prendada e querida tia-avó do mundo.

segunda-feira, 12 de setembro de 2016

"school is the path, not the point"

nisto de sermos pais não há certezas absolutas. educar é um equilíbrio frágil, em que as decisões que tomamos nunca são validadas a cem por cento e não há como saber como teria sido se tivéssemos optado por outros caminhos. a par desta pressão invisível mas constante, há a pressão bem tangível da sociedade, do "porque é assim...", do "se fosse comigo...", do "a filha da vizinha isto e aquilo...", que se agudiza em determinadas alturas da vida. é o caso da entrada para a escola primária (que hoje se designa por ensino básico) para as crianças nascidas entre 15 de setembro e 31 de janeiro. é o caso do meu filho. faz seis anos em dezembro, logo, é vaga condicionada. inscrevi-o na escola pública para o 1º ano. não entrou. a escola decidiu por nós. mas decidiu na nossa direção. sei que cognitivamente está preparado. já lê algumas coisas. adora letras, mapas e bandeiras. é enorme em tamanho (ontem o pai, ainda a duvidar um pouco da nossa decisão, dizia em tom de brincadeira: "ele vai entrar na escola primária com 1,60m e 63kg!"). mas também sei que é muito imaturo emocionalmente. e que num ano muita coisa muda. acho sinceramente que há uma pressa desmesurada em crescer, em fazer coisas de adulto. já para não falar da obsessão em torno do aproveitamento escolar. estou realmente cansada dessa pressão... "já conta até quantos?", "ainda não anda na natação?", "quando vais pô-lo na catequese?", "não estás a protegê-lo em demasia?"... confesso que hoje, ao ver no mural de Facebook muitos filhos de amigos e conhecidos do ano do Manel a iniciarem o 1º ano do ensino básico, me deu um apertozinho no coração. será que tomámos a decisão certa? acredito que sim, porque o caminho vai-se caminhando... e o coração também se me aperta de cada vez que olho para o meu filho, porque gostava que não se sentisse pressionado para crescer à bruta, e porque quero aproveitar cada bocadinho e sinto o tempo a escorrer-me pelos dedos...

sexta-feira, 9 de setembro de 2016

conheci uma blogger

os nossos planos de irmos juntas às compras à Maria Granel saíram furados, porque o horário da loja nos trocou as voltas... acabámos a tomar um café e a conversar por mais de uma hora. e que bom que foi! eu ouvi mais do que falei (acho que é defeito profissional!) e comprovei que a Cris é tal e qual como se mostra no seu ver-de-água. e ainda trouxe comigo um empréstimo precioso e que (espero!) me será muito útil: o livro Alegria! da Marie Kondo AKA guru do "destralhanço".
um beijinho Cris e até breve.

quarta-feira, 7 de setembro de 2016

Your heart got a story with mine


quinta-feira, 1 de setembro de 2016

deves ter a mania que és crítica gastronómica

É de esperar que sítios com a palavra "pão" ou "padaria" no nome tenham um pão de boa qualidade, certo? CERTO! Infelizmente, não é de todo o que se passa... Começando pela tão badalada Padaria Portuguesa: o conceito é giríssimo, que é... mas na prática, o serviço é geralmente muito mau, em termos de higiene deixa muito a desejar, e o pão - que deveria ser o produto rei - é mau.




Hoje, num percurso diferente para o trabalho, dei com um bonito toldo preto com a inscrição "Fábrica do Pão". Apesar do pé atrás, lá resolvi dar o benefício da dúvida... mas desiludi-me. Um espaço giríssimo, enooooorme, bem decorado (como se vê nas fotos), um sumo de abacaxi delicioso feito no momento, mas... e o pão, perguntam vocês? (não perguntam nada, mas eu gosto de pensar que sim...)... de todas as variedades e feitios, com sementes e sem sementes, das farinhas mais improváveis... mas uma bela porcaria com M grande na sua essência!

Das duas uma... Melhorem a qualidade do pão ou mudem de nome, 'tá?

terça-feira, 30 de agosto de 2016

da raça humana. no seu lado mais negro.


duas pessoas.
um homem. uma mulher.
podia ser em qualquer ponto do globo.
é num dos lugares mais proscritos num dos países mais pobres do mundo.
um bordel em Bangladesh.
em fotos. AQUI.

Nel mezzo del cammin di nostra vita / mi ritrovai per una selva oscura / ché la diritta via era smarrita


esta imagem super poderosa de Niels Bo Bojesen acompanha o artigo "Nada pára a máfia. Nem os sismos", que pode ser lido no COURRIER INTERNATIONAL.
fazer negócio com a dor de alguém. com a desgraça de muitos. fazer negócio. é o negócio da máfia.

segunda-feira, 29 de agosto de 2016

So let them build their righteous Tower / Our blazing hearts will burn it down / We are, we are, soldiers of the light / And we will glow


dúvidas que me assistem

desde quando é que as toalhas de praia passaram a ser redondas?

quinta-feira, 25 de agosto de 2016

fraude nos estágios do IEFP

não, isto não é só ilegal. isto é aberrantemente amoral.

sexta-feira, 19 de agosto de 2016

"o passado é o sítio mais perigoso"

(por falar em crueza...) Dulce Maria Cardoso, em entrevista a Fernanda Câncio, AQUI

perdoem-me a crueza, mas não há outra forma de por isto

Fonte: CNN

humans, we need to stop this right now

quinta-feira, 18 de agosto de 2016

(not that) silly (season) question

pára* tudo!!!...

 

... este ano ainda não comi FIGOS!!!



* (não me lembro se este blog já adoptou ou não o acordo ortográfico ou se alguma vez irá adoptar - aparentemente não... -, mas se há palavra que me faz mesmo muita confusão ter perdido o acento é esta forma verbal do verbo "parar", na medida em que empanca a leitura, pelo que assim continuarei a escrever, pedindo desde já desculpa pela falta de coerência, mas é o que temos por agora...)

quarta-feira, 17 de agosto de 2016

time for... repost #8

porque agora com a Maria, a história repete-se...

É preciso dar banho aos miúdos todos os dias?

Obrigada João Miguel Tavares por trazeres este tema à luz do dia!

O M. vai fazer 4 anos em Dezembro e é prática lá em casa, desde que nasceu, tomar banho dia-sim-dia-não. É óbvio que já morri de vergonha das vezes que ele em público me pergunta "mãe, hoje é dia de tomar banho?", precisamente porque estamos formatados, lemos todos pela mesma cartilha e ai de quem se atreva a questionar. Lá em casa seguimos sempre esta regra do dia-sim-dia-não e sempre nos demos bem, especialmente porque o M. tem pele atópica e banhos a mais - pasmem-se! - não são benéficos para a pele, especialmente se for atópica. A pediatra concorda. É óbvio que se houvessem fugas na fralda ou se transpirasse imenso ou até se despejasse a sopa por cima dele não ia ficar sem tomar banho simplesmente porque era dia-não! Sempre disse que quando entrasse para a escola, passaria a tomar banho diariamente, mas a verdade é que nem sempre se justifica... De salientar que o M. é um miúdo que adora tomar banho, não tem qualquer fobia a esse nível e que esta rotina faz sentido para ele e para nós.  Como sempre, bom-senso é o que deve imperar, bem como flexibilidade e capacidade de ir ajustando às necessidades do dia-a-dia e de cada criança. É a fórmula que mais fizer sentido para cada tipo de família (e de pele, neste caso!) que conta!

time for... repost #7

porque sinto, amiúde, saudades do Shantaram. porque preciso desesperadamente de bons livros para ler (o exemplar aqui do lado direito vai ter que ficar, para já, a meio... mãezinha e Eduardo Sá que me desculpem, mas não me está a transmitir nada...)


 
o livro que estou a ler é realmente das coisinhas mais fascinantes que já me passaram pelas mãos e pelos olhinhos. o facto de ser sobre a Índia é, desde logo, cativante e os relatos incríveis da vida naquela país (nomeadamente na cidade de Bombaim) deixa-me ainda mais com a certeza de que, para já, não tenho estômago para viajar até lá. o ritmo da escrita é para lá de incrível... a par das descrições espectaculares dos cenários em que a acção decorre e das personagens, está sempre a acontecer qualquer coisa de extraordinário! quando achamos que vai acalmar... pumbas... lá vem um acidente de táxi, um incêndio na slum, um banquete num arranha céus em construção ou um urso amestrado que precisa de um abraço... mais, os ensinamentos em termos de relações humanas também não foram esquecidos, com uma panóplia de sentimentos a serem descritos de forma ímpar pelo autor. sei que tenho livro até ao Natal (ainda não cheguei a meio. são 900 e tal páginas de letrinha miudinha) e ainda bem porque este é daqueles que me vai deixar órfã durante uns bons tempos (apesar de já ter obras bem boas em lista de espera).

terça-feira, 16 de agosto de 2016

o que cabe num fds grande

uma sardinhada. tempo em família. uma muito boa notícia. uma ida ao Oceanário. hamburgers do Honorato. passagem da Maria para o carrinho de passeio dos meninos crescidos. bisa mais querida a dar almoço e banho à pequena. ida ao quartel de bombeiros do bairro deixar água, leite, barritas energéticas e um gigante obrigada. mergulhos e "judo aquático" na piscina. 7 meses de Maria. Manel a "ler" imensas palavras novas. jantar no japonês. passeios de mini.

sexta-feira, 12 de agosto de 2016

a tia-avó contra-ataca



segunda-feira, 8 de agosto de 2016

"when they go low, we go high"



Michelle a presidente!