segunda-feira, 30 de junho de 2014

adormeci e acordei a pensar na dor da mãe que perde o filho

"O som moía-lhe a cabeça. Mas o silêncio também. Não havia nada, nem o oposto de nada, que não fosse seu inimigo. Um homem que estava hospedado no seu hotel - e a quem Fazal Elahi contara a sua história - perguntara-lhe se era possível viver depois de perder um filho e Elahi respondera com uma gargalhada. Não. Não. Não. NÃO."


in Para onde vão os guarda-chuvas, Afonso Cruz

1 comentário:

semi-nomada disse...

Pois, eu tb me sinto angustiada com a mãe que perdeu o seu único filho. Uma mãe, que o era há 29 anos e agora deixou de o ser. Ninguém devia passar por isso! Esta mãe e este pai perderam não só o seu bem mais precioso, mas também uma grande parte da sua identidade! Indescritivelmente triste...