sexta-feira, 21 de julho de 2017

nostalgic friday mood


quarta-feira, 19 de julho de 2017

You should be mine, cause I'm yours


no shame (game)


et voilà... esta é a minha (não-)barriga após o #desafio28diaspaleo. mas acreditem que neste caso o cliché "o interior conta mais do que o exterior" é mesmo verdade. deixei de sentir o constante inchaço abdominal e cólicas/gases associados, a minha barriga deixou de fazer barulhos acompanhados de desconforto a toda a hora, trânsito intestinal regular e normalizado. benefícios extra sistema gastrointestinal: pele visivelmente melhor, energia nos píncaros (high with no sugar!) = produtividade redobrada, menos episódios de doença e, obviamente, boost de auto-estima (quando já não me suportarem com esta conversa avisem, tá? hoje era isto ou o habitual post lamechas sobre o aniversário de casamento... ahahahahahahah).

terça-feira, 18 de julho de 2017

"MAS O QUE É QUE TU COMES AO PEQUENO-ALMOÇO?"

o mês de junho , para além do mês da varicela, foi também o mês das arrumações lá em casa e o mês em que fiz pela primeira vez um desafio de alimentação diz-que-é-uma-espécie-de-paleo. Assim sendo, foram 28 dias sem ingerir:

açúcares 
cereais (de qualquer espécie. ou seja, toda e qualquer farinha de cereal - refinada ou integral - arroz, massas e, obviamente, pão)
lacticínios
leguminosas (aprendi que o amendoim é uma leguminosa e não um fruto seco)
bebidas alcoólicas
alimentos processados
inhame, mandioca e batata inglesa (aka batata normal)
sal (q.b.)

sempre que alguém, nestes 28 dias, me oferecia a bolachinha da praxe ou qualquer outra coisa extra-desafio lá tinha que recusar, explicando porquê. a isto, seguia-se normalmente um rol de perguntas, a que eu respondia quase com uma palestra. A mais recorrente era: "MAS O QUE É QUE TU COMES AO PEQUENO-ALMOÇO?"
Motivada por esta curiosidade, uma das participantes no desafio - a doce (sem açúcar!) Andrea - resolveu criar o blog o que faço amanhã para o pequeno-almoço, que obviamente acrescentei à lista de sótãos arrumadinhos à direita. tem dicas preciosas e alternativas muitíssimo variadas para pequenos-almoços nutritivos e saudáveis. ide espreitar e atrevei-vos a experimentar!
Deixo-vos com uma coletânea (fotográfica) do que foram os meus 28 pequenos-almoços ao longo do desafio.



























 

sexta-feira, 14 de julho de 2017

hoje a Maria faz 18 meses

mas eu quero falar-vos do Manel, o meu bom gigante.


ele é cuidadoso, respeitador, tolerante, regista a educadora... e isso deixa-me a rebentar de orgulho, muito mais do que a "consolidação das competências necessárias", que obviamente também reconheço serem importantes, mas a verdade é que deposito grande parte das minhas fichas (ainda que de uma forma amplamente inconsciente) na educação para a empatia e no treino da inteligência emocional, porque a técnica - com a curiosidade que o carateriza - mais facilmente a adquirirá. 
para além disso, a grande (e feliz!) novidade é que o ensino básico vai sofrer alterações (para melhor!), nas quais se insere a já noticiada (e muito bem recebida!) alteração de mais tempo para brincar. Será que é desta que se começa definitivamente a caminhar para um ensino público adaptado (às crianças e professores) ao séc. XXI?

quanto a ela, aos 18 meses, é um pequeno furacão... tão diferente do irmão: afoita, decidida, despachada, sem medo de sujar as mãos, impulsiva, teimosa, refilona. 

não há dois filhos iguais. e também não há "educação de meninos" e "educação de meninas", no que aos valores nucleares diz respeito. porque tolerância, empatia, honestidade, bondade não têm género. mas também não são inatos, e por isso têm que ser treinados.

segunda-feira, 10 de julho de 2017

obrigada, Vanita

ganhei um convite para a exposição van gogh alive, the experience.
no blog da Vanita.

sexta-feira, 7 de julho de 2017

9 anos

diz que vamos fazer bodas de cerâmica...

deve ser por isso que me anda a apetecer trocar tudo o que é serviço (de chá, café e jantar) lá de casa, ultimamente.

terça-feira, 4 de julho de 2017

esta moda das solas brancas em tudo o que é sandália não me convence...

sexta-feira, 30 de junho de 2017

nostalgic friday mood


sublinhados

"a minha mãe olhou para mim e baixou-se para me encarar, sabes, sinto-me tão sozinha que sempre que entra alguém nesta casa parece que estou na casa de outra pessoa. eu disse, eu sei, eu sei, mãe. e ela beijou-me a testa e disse, ajuda-me, estou no fundo de um poço e só muito de vez em quando posso vir cá acima. deixou a mão no meu peito e esfriou, como um pedaço de gelo que me marcou a pele, e num segundo os seus olhos recuaram de novo para um lugar desconhecido (...)"

O nosso reino, Valter Hugo Mãe

quinta-feira, 29 de junho de 2017

rótulos

esta necessidade de rotular tudo com nomes fancy-coisó-motivadores já me chateia. não, o que ando a fazer não é "detox" (embirro solenemente com este conceito), até porque a última coisa que quero neste momento é perder peso (pela mesma lógica já perceberam o que penso da palavra "dieta", right?). "paleo" também é enganador e só me faz lembrar homens de moca na mão tipo meet the Flinstones. outro que me dá nos nervos é "gluten-free", que anda nas bocas de toda a gente, de mão dada com os "super-alimentos". o que ando a fazer não é nada disto e é um pouco de tudo isto. no fundo, o que ando a fazer é a (tentar) comer bem! ando literalmente a evitar rótulos, num duplo sentido: na comida que ingiro e na "explicação" (sim, porque ao que parece isto faz confusão a muita gente e dou por mim a explicar-me recorrentemente) deste estilo de vida (hum... acho que "estilo de vida" é pacífico... por agora passa!).

terça-feira, 27 de junho de 2017

who's in?

lembram-se DISTO?

desafio lançado n'ALDEIA.

sexta-feira, 23 de junho de 2017

nostalgic friday mood

When we did not know the answers
And I miss the way you make me feel, it's real


das coisas (mesmo) boas de ter um blog

o lado "diário de uma mãe" que este blog irremediavelmente tem. o poder de me lembrar de coisas que os meus filhos fazem (faziam), que de outra forma cairiam no esquecimento.


a 11 de dezembro de 2012 escrevi isto e agora deliciei-me a ler e a recordar:

e quando ele se chega muito pertinho da minha cara, olha-me mesmo nos olhos, espeta o dedinho indicador e diz "qé vê?"... Quero filho, quero ver, quero ver tudo por esses teus olhos doces e inocentes. Esses olhos que parece que nos engolem e nos deixam a pairar num sítio mágico que desconhecíamos até aqui

segunda-feira, 19 de junho de 2017

a p*** da velhice

é acabar o meu 7 minutes workout, tomar um banho de água fria, sentir-me ótima e depois dar um jeito ao pescoço a apertar o soutien... e ficar com um torcicolo. até agora.

dá-me uma boa razão para ir trabalhar hoje?

ar condicionado

sexta-feira, 16 de junho de 2017

varicela

second round!!

(com este calor era tudo o que a miúda precisava, tadixa!)

quarta-feira, 14 de junho de 2017

pimp my blog

estava a ler este-post-longo-comó-catano da querida Cris e dei por mim a olhar para o meu próprio umbigo (sim, porque eu consigo, Cris!) e a "realizar" que este blog também já viu melhores dias. anda parado, paradíssimo, paradérrimo... Mas, ao contrário da Cris, que está a gerar um segundo ser na sua barriga - ao mesmo tempo que organiza e opera toda uma mega mudança de casa - e que, como tal, tem histórias para contar e queixinhas para partilhar (embora eu saiba e como ela também diz "não se está a queixar"), já eu não tenho feito nada de especial. e isso é espetacular. porque na verdade tenho andado a viver a vida. como ela é. a cuidar de mim (ginástica & alimentação). a desafiar-me. a curtir as crianças. a redescobrir prazer no meu trabalho. e isso é bom. é muito bom. o blog não está esquecido. foi e é um bocadinho de mim. que me preenche. mas, tal como a Cris, acho que está na altura de um pimp my blog. se alguém se quiser chegar à frente e ter a bondade de auxiliar estas duas pobres almas virtuais que à partida nunca serão bloggers de sucesso, mas que se divertem à brava a escrever cenas, estejam à vontade! uma cena assim pro bono, estão a ver? é que isto é malta que não ganha nada com o blog, já se sabe.

sexta-feira, 2 de junho de 2017

por agora, isto espelha o que sinto...


#regram @joannagoddard do A CUP OF JO

(ainda) não consigo falar sobre isto

Trump Will Withdraw U.S. From Paris Climate Agreement


(a sério... estou tão zangada!)

varicela is in the house

Varicela - 1 x Manuel - 0

(Maria - a ver...)

terça-feira, 30 de maio de 2017

não ter medo de ter medo

não posso ver um homem chorar, especialmente se for um homem giro...
hoje, na aldeia, partilho a minha homenagem a um homem que não tem medo de assumir que tem medo. um homem que nos mostra o que é lealdade e amor à camisola.

quinta-feira, 25 de maio de 2017

(não) fui ver... era um trovão!

eram 4h quando a noite foi rasgada ao meio pelo som de um trovão que durou uns bons segundos. nunca tive medo de trovoada, mas o que aconteceu esta madrugada teve laivos apocalípticos. no escuro e calor do quarto, eu e o meu marido, de forma completamente involuntária e instantânea, despertámos num salto e juntámos os nosso corpos num abraço que durou a eternidade daquele momento. o meu coração está a bater descontrolado desde então (juro!). tive Medo, acho que foi isso que senti: Medo, assim com maiúscula mesmo. acho que nunca me tinha sentido tão "pequenina", a sério!

segunda-feira, 22 de maio de 2017

domingo, 14 de maio de 2017

#salvadorable

como é que alguém com um coração tão bonito pode precisar de um coração novo?

terça-feira, 9 de maio de 2017

hoje fui à aldeia

deixar-vos uma sugestão.

AQUI

quinta-feira, 4 de maio de 2017

obsessed


quarta-feira, 19 de abril de 2017

isto de viver em sociedade é mesmo difícil, oh boy!




Vacinação é um direito e um dever. É um ato de cidadania.
A decisão de (não) vacinar contempla a defesa da saúde individual, mas também a proteção da saúde pública.
Não é admissível que na Europa do séc. XXI, morra uma jovem vítima de sarampo (doença praticamente erradicada graças à vacinação). 
Sou pela literacia em saúde e empowerment dos cidadãos, mas com base em evidência científica séria. O nosso Programa Nacional de Vacinação é um produto dessa investigação e evidência rigorosas. Não embarquem em movimentos-do-contra-só-porque-sim, nem alimentem especulação ou modas em torno de questões tão sensíveis. 
E cito o ministro da saúde, Adalberto Campos Fernandes, para que se evitem alarmismos, juízos de valor e julgamentos em praça pública.
(mas não resisti aos memes, sorry... só porque dão que pensar...)

segunda-feira, 17 de abril de 2017

mapas

ANDRÉ, ficas a saber que acicataste ainda mais o gosto do meu filho por mapas. 
Sempre que fala em Cabo Verde, fala com um brilho nos olhos dos mapas e dos aparelhos (GPS e tablets) que lhe mostraste no teu escritório...

Hoje, a Fátima (a sra. que trabalha lá em casa) faz anos e pedi-lhe que fizesse um desenho para lhe oferecer. Sem saber bem o que desenhar, sugeri-lhe o tema Cabo Verde, de onde ela é oriunda, esperando que ele desenhasse a praia ou o deserto... Pois ele resolveu desenhar as ilhas, tal qual a t-shirt que vocês lhe ofereceram com o mapa do arquipélago. Foi-se lembrando, de cor, de quase todas as ilhas e desenhou-as nas posições e tamanhos bastante aproximados do real. Enquanto eu insistia que a Brava era no Norte, ele teimava (e com razão!) que "Não é nada, mãe! É cá em baixo... ao lado do Fogo".
Fiquei parva com o detalhe... E orgulhosa. Tenho um filho com alma de cartógrafo... e de viajante...

terça-feira, 11 de abril de 2017

resumindo e baralhando...

... é ISTO!

segunda-feira, 10 de abril de 2017

do dia em que passámos a 3

passaram ontem 7 anos sobre o dia em que nos fechámos na casa de banho (incluindo a nossa primogénita - a cadela) e dois tracinhos apareceram num teste de gravidez. em que acabámos abraçados (a cadela, inclusive) e a chorar (um misto de lágrimas de felicidade e medo). dois tracinhos que havíamos de batizar de Manuel.

sexta-feira, 7 de abril de 2017

mood


quinta-feira, 6 de abril de 2017

"This is not 2017. This is the stone ages"

DIU - update

so far so good... que é como quem diz, já tive a 1ª menstruação após a colocação do DIU e sim, foi um pouco mais abundante do que o habitual, mas não foi ao ponto de correr o risco de ficar anémica, nem teve uma duração maior do que anteriormente. zero dores, zero desconforto... o que significa que está (literalmente) tudo no sítio (embora vá para a semana fazer uma eco para confirmar - um pró-forma exigido pela médica).

prós: a minha libido voltou - coisa mais querida de sua dona - já tinha algumas saudades, como devem calcular! perdi volume abdominal. já me suporto novamente e aos outros também e creio que eles a mim (alterações bruscas de humor desapareceram). 

contras: sinto dores na ovulação (que não passam de uma noite de cãibras abdominais... suportável portanto). uma ou outra borbulha na cara (que com uma alimentação mais regrada também se controla). tenho craves de chocolate e cenas doces na fase pré-menstrual (opto por chocolates com 90% cacau, tâmaras e uma vez ou outra lá disparato, que também não é o fim do mundo e um kinder bueno também nunca matou ninguém).

terça-feira, 4 de abril de 2017

hoje fui visitar a rapariga da aldeia e levei um relato da viagem a Cabo Verde.
uma vez mais, um agradecimento especial aos anfitriões.

segunda-feira, 3 de abril de 2017

férias

souberam a pouco...
deixei-vos algumas fotos, AQUI, viram?
amanhã conto fazer um relato dos dias passados de chinelo no pé.

quinta-feira, 9 de março de 2017

one small step...

pus a minha mãe a comer papas de aveia.

quarta-feira, 8 de março de 2017

grande regresso (de uma grande mulher)


terça-feira, 7 de março de 2017

muito a propósito do dia de amanhã, disto de se ser mulher

ir à procura de uma mochila. comprar um bikini.

sexta-feira, 3 de março de 2017

[hashtag]jáparavascomisso!

#eatclean
#borasersaudável
#volumeabdominalfoiparaoespaço
#fitmom
#superação
#yeswecan
#burpees
#desafio
#quemdiriaqueelacorria
#admirávelmundonovo

todas as hashtags têm ido dar ao mesmo... por agora, aguentem-se, porque é o que há!
é que de inchado, atualmente, só tenho o ego. e sabe mesmo bem, caramba!

quarta-feira, 1 de março de 2017

em repeat


segunda-feira, 27 de fevereiro de 2017

cenas do bem

 tarte de maçã: ovos, banana, maça, aveia, canela 
(e coco ralado, opcional)


chips de couve kale
(tempero: sal, pimenta e alho em pó)


panquecas de aveia, ovo e banana 
(a receita mais simples e infalível de panquecas saudáveis)

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2017

time for... repost #9

coisas que só as viagens nos imprimem nos sentidos

a cor e o cheiro do alto mar. a fontana di trevi ao virar da esquina. o nascer do sol na savana africana. os labirintos do grande bazaar e os aromas do bazaar das especiarias em istambul. jazz ao vivo em new orleans. o calor do deserto do dubai. a imponência do duomo em florença. o deleite de uma chocolateria artesanal em bruges. as cores do fundo do oceano índico. o som da buzina de um barco no mississipi. o cheiro dos limoeiros e das glicínias em capri. o sabor de uma pint de guiness acabadinha de tirar. o toque frio de uma cobra em central park. a chuva em la hulpe. baguettes em paris. os ecrans em times square. o chão de mármore da catedral de milão. as cores das capolanas e os olhos doces das crianças moçambicanas. o frio na barriga na subida ao empire state building. as amendoeiras em flor do van gogh.
podia estar o dia todo nisto...

girl crush #15






Sandra Celas
  uma beleza portuguesa que encanta e também canta (e bem)

terça-feira, 21 de fevereiro de 2017

19 anos

foi o tempo que passou desde o nosso primeiro beijo, naquele restaurante na rua da misericórdia. milhões de beijos, um casamento, dois filhos e dois cães depois, tu continuas a ter a mesma doçura. sim, tu és doce. és um marido-bombom. um pai-mel. um homem doce. mesmo que quisesses não podias esconder essa doçura, porque ela não está nos teus olhos, mas no teu olhar (é um filtro com que encaras a vida, ainda que às vezes tentes contrariá-lo).

é uma doçura muito tua a que está lá de cada vez que me beijas ou me fazes rir. sempre que arquitetas partidas “infantis”. no teu esmagador “sentido de família”. nos bilhetinhos com que me alegras os dias, amiúde. na forma como cuidas dos miúdos (aí, é doçura em estado líquido!) e de mim (caramba, tu és o marido que se deita às tantas para validar as faturas pendentes que eu tinha no último dia/horas do prazo legal para o fazer!). é a doçura com que inconscientemente impregnas a tua forma de ser, de viver e de amar.

em cada dia destes 19 anos gostei um bocadinho mais de ti, mesmo naqueles dias em que não gostei. em que me zanguei. em que me frustrei. em que me senti sozinha. em que o perigo do “dado por adquirido” se tornou consciente. nesses dias também gostei um bocadinho mais de mim. de nós.

não percebo o teu espanto quando te falo em ter mais filhos. porque para mim é óbvio este desejo de ter mais filhos contigo. pelo pai que és, todos os dias. pelo companheiro que és, no dia-a-dia. pelo homem que te tornaste.

tenho vontade de mais filhos e tenho tantos outros desejos… como o de que a palavra cumplicidade continue a definir este nosso caminho, meu amor.

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2017

querem maior prova de amor?

um dia depois do tão proclamado dia do amor, o meu marido deu-me a derradeira prova de amor: ficou até às tantas no PC a validar-me as 141 faturas que eu tinha pendentes a escassas horas do término do prazo para o efeito. e nem me deu nas orelhas por não o ter feito, e olhem que eu bem merecia, porque não há maior calona que eu para este tipo de coisas. calona, desorganizada e naba.
se isto não é amor, então não sei o que será.

terça-feira, 14 de fevereiro de 2017

"para ela nunca secar..."



para ti, que andas obcecado com esta música.
para nós, que de hoje a uma semana comemoramos 19 anos juntos.

a sair da casca (e o que eu gosto desta versão dele!)

prometi-lhe morangos a seguir ao jantar. mas ele terminou de comer antes de mim e eu ainda estava nas últimas garfadas quando de repente, com aquele vozeirão de homem com que às vezes já se expressa, me diz: "MÃE, ONDE É QUE ESTÃO OS MEUS MORANGOS?". ao que eu lhe respondi: "e as tuas boas maneiras, manel, onde estão?". ele adocicou-se, sorriu com os olhos, todo ele mel, mas em malandro e apontando para a garganta disse-me: "estão aqui. presas... não conseguem sair cá para fora". meu rico filho, que gosto dele de todas as maneiras e feitios... mas assim, argumentativo, fica ainda com mais pinta.

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2017

well that's a first


quinta-feira, 9 de fevereiro de 2017

às vezes não me reconheço

eu corri. primeira pessoa do singular do pretérito perfeito do verbo correr. e gostei.
eu corri, sem parar e a um ritmo jeitoso, três voltas (intercaladas com burpees, agachamentos, pranchas e sei lá que outros atos de tortura exercícios) a um quarteirão. e tive vontade de continuar. soube-me bem. até agradeci à professora ter-me posto a correr, porque se há uns tempos alguém me dissesse que eu iria fazer isto, eu rir-me-ia muito na cara dessa pessoa. há coisas incríveis e a capacidade (ainda que mínima) de nos superarmos é uma delas.

terça-feira, 7 de fevereiro de 2017

onde é que se come uma boa baklava em Lisboa?

estava a ler ISTO e a perguntar-me...

(de avelã não conhecia, só de pistácio, mas não sou esquisita)

Um dia falo sobre saúde sexual e reprodutiva no blog. Hoje é o dia.



Em primeiro lugar, porque me apetece. Depois, porque neste blog não há temas-tabu.



Começo por esclarecer que este post NÃO É um post publicitário, NEM TÃO-POUCO É um ensaio científico baseado em evidência sobre a temática em questão. Diz somente respeito à minha experiência pessoal e à opinião que tenho atualmente sobre estas coisas da contraceção e afins. Assim sendo, é apenas uma tentativa de desconstruir ideias pré-definidas, discutir conceitos que damos como adquiridos e, se estimular em quem o ler, uma fome de informação, já cumpriu 99,9% do seu propósito.



É que em questões de saúde (como em muitas outras) informação é poder! Não esperem que os médicos vos informem, porque essa não é a função deles. Estes profissionais estão formatados para tratar/curar/resolver e balizados por apertados (e obviamente necessários!) protocolos de atuação que os impedem de ter uma prática clínica mais individualizada. Acredito que muitos se sintam frustrados com este sistema, mas o facto de estarem conscientes disso já é um chega-pra-lá no paternalismo que ainda tende a grassar na classe (cada vez menor, thanks god!). Isto para dizer que cabe a cada um de nós fazer as perguntas certas, procurar informação em fontes credíveis… É nisto que reside o tão desejável empoderamento de cada um de nós, enquanto cidadãos. No caso da saúde, com ganhos adicionais no nosso status de saúde e na nossa qualidade de vida.



Mas voltemos ao tema sobre o qual hoje me debruço: planeamento familiar, contraceção, saúde sexual e reprodutiva. Se há tema importante para o bem-estar emocional e físico de uma mulher é este, minha gente!

Mesmo entre amigas, falamos de tanta coisa (roupas, gajos, relações), mas nunca abordamos estas questões a fundo. À maior parte de nós foi-nos “oferecida” uma pílula ali pelos finais da adolescência, altura em que visitamos pela primeira vez o ginecologista e tendemos a iniciar a vida sexual. Nem nos questionamos sobre o porquê ou acerca de eventuais alternativas. É assim porque sim! Foi assim comigo. Até ao dia em que parei de tomar a pílula, quase 10 anos após ter começado. Motivo: querer ter filhos. Tão simplesmente isto. E foi aí que começaram todos os porquês.



“Então mas a libido afinal é isto?”, “Ui, que eu nunca tinha sentido isto antes… e que bem que sabe”, “Até tenho algumas dores da ovulação, mas ao menos já me aturo a mim mesma e livrei-me daquelas alterações de humor completamente intoleráveis”. Pois é minhas amigas (e amigos, se é que ainda me estão a ler, que este post não é só para meninas!), é triste ter vivido toda uma vida até aos 30 sem noção de como se comporta e é suposto naturalmente comportar o meu próprio corpo (sem hormonas)”. Percebi, com uma clareza por demais evidente, que sou uma pessoa com pílula e outra diferente sem pílula. “Domesticada” é a palavra que melhor descreve como me sinto.



Ontem – depois de mais cinco anos a tomar a pílula e a maldizer a minha vida sobretudo devido à falta de lbido e ao humor descontrolado aos altos e baixos (há inclusivamente estudos que relacionam a toma da pílula à depressão), de uma segunda gravidez e de uns quantos meses passados novamente “domesticada” – pus um ponto final nesta minha história com a contraceção hormonal oral (pelo menos para já, que nestas coisas nem NUNCA, nem SEMPRE!). Depois de me informar com diferentes profissionais, conversar com amigas, ler sobre as diferentes alternativas e colocar as questões certas à minha ginecologista/obstetra, decidi (Eu! Não a médica! A isto se chama decisão informada!) colocar um dispositivo intrauterino (DIU) de cobre (que é um método barreira, ou seja, não hormonal). Claro que, à semelhança de qualquer método contracetivo, o DIU de cobre não é isento de efeitos adversos, sendo que o mais comum é o aumento das hemorragias menstruais, segundo a médica. Vamos ver como corre… Posso garantir que, no meu caso – volto a frisar que esta é a minha experiência pessoal! –, não senti a mínima dor ou desconforto na colocação (e olhem que ia cheiinha de medo!). Quanto a efeitos adversos, espero para ver, tendo sempre em mente o comentário da médica ontem na consulta, aquando da colocação do DIU: “daqui a uns tempos está cá para tirar esse e por o Mirena®”.



Isto porque a médica acha que os fluxos menstruais anormalmente abundantes (que até podem não vir a acontecer) terão impacto na minha qualidade de vida. A título de esclarecimento, o Mirena® é um DIU hormonal que equivale à pílula da amamentação (Cerazette®), pelo que inibe a ovulação e a menstruação. Tem como efeito secundário mais comum o inchaço abdominal, mas os efeitos habitualmente associados à contraceção hormonal oral são muito menores devido à via de administração (o que também acontece com o anel e o adesivo, ambos hormonais).



Nota: A colocação do DIU não está indicada para quem nunca esteve grávida, pariu ou foi mãe. O único método barreira, nesse caso, continua a ser o preservativo (masculino ou feminino).



Espero que esta minha partilha (reafirmo, PESSOAL!) vos inspire a “empoderarem-se” neste ou noutro sentido, aliás, no sentido que fizer mais sentido (passo o pleonasmo) para vós!

Eu consegui que uma ginecologista/obstetra me dissesse, com todas as letras, que na fase da vida em que me encontro as hormonas associadas à contraceção não me conferem qualquer benefício em termos de saúde. Acreditem que isto é revolucionário! Para mim, já é uma vitória (embora isto não seja uma guerra, atenção!). Mas, acredito que é assim que se mudam mentalidades e se vão desconstruindo “verdades” instituídas!



Sejam responsáveis por vocês, porque mais ninguém o vai ser. Informem-se. Conversem. Partilhem. Cuidem-se. Porque (ainda!) somos nós que mandamos no nosso corpo.

(o marketing e imagem do DIU ultrapassa-me, confesso... não consigo decidir se é bom ou se é mau)