segunda-feira, 11 de novembro de 2013

despertares

no fim-de-semana madruga, mas nos dias de semana tenho que ir acordá-lo (o mais tardar às 8h) e levo com um "mãe, não axende a luz" ou com um "o Manel qué dumi mais um guinho". Hoje resmungou, mas saiu-se com o também já célebre "o Manel qué i almoxá/jantá", que é como quem diz "O Manel quer ir comer/tomar o pequeno-almoço"

a propósito da Eric Kayser

depois do queque de pistachio (que é simplesmente divinal!), este pão surpreendeu-me pela originalidade e qualidade elevadas. De resto, o serviço do sítio é mauzinho (pouca simpatia. ah, e colheres de plástico!? seriously?) e o capuccino não atinge sequer mínimos olímpicos

descobertas de fds

pão de açafrão, nozes e avelãs, da Eric Kayser

e a tranquilidade inesperada do Chiado numa madrugada manhã de domingo de um Outono de São Martinho

sexta-feira, 8 de novembro de 2013

é bom dar graças

ontem, antes do jantar, enquanto esperávamos que o pai chegasse a casa e fazíamos puzzles e construíamos torres com peças de Lego, o M. achou que era boa ideia começar a atirar as peças do puzzle e do Lego pela sala fora. E almofadas pelos ares! Quanto mais eu lhe dizia que não o fizesse, mais ele o fazia (claro!), em jeito de provocação. A coisa ganhou contornos tais (o M. raramente faz birras, mas quando faz...!) que, depois de desrespeitar o castigo (que consiste em sentar-se no sofá a pensar na vida, depois de pedir desculpa, coisa que não fez de imediato), de litros e litros de baba e de ranho, guinchos, esperneadelas, mãos levantadas contra mim que lhe valeram umas quantas palmadas no rabo (sim, eu dou palmadas!), acabou todo suado, a aninhar-se em mim e a pedir-me desculpa. Desculpei-o, mas expliquei-lhe que não ia ver televisão (nem Caricas) antes de ir para a cama, nem amanhã de manhã antes de ir para a escola e que tinha que apanhar tudo quanto havia atirado ao chão. Disse que não apanhava. Expliquei-lhe que assim o castigo teria que ser prolongado. Então, foi tentar fazer o puzzle com as poucas peças que tinham escapado à fúria e que continuavam em cima do sofá e, do nada, começou a cantar uma canção nova que aprendera nas escola: "é bom sorri/é bom dá gaças". Eu, que continuava sentada no sofá, como se um camião me tivesse passado por cima, sorri para dentro (porque por fora tinha que continuar a manter a imagem de mãe durona pelo menos até o pai chegar!) admirada e perguntei-lhe se sabia o que significa dar graças. Anuiu com um gesto de cabeça, enquanto eu lhe explicava que se tratava de agradecer pelas coisas boas que temos na nossa vida. Ele continuou a fazer o puzzle e começou a apanhar algumas das peças que estavam no chão e a surpreender-me com as novas aprendizagens... "Obigado Jesus, po podemos apender e bincá", assim de repente, a frase de uma penada só, naquela vozinha deliciosamente imperfeita. Eu, completamente espantada - estaria a ser alvo de uma manobra extremamente bem montada de manipulação!? Nã!!! -, e comovida (e agradecida) com o facto de os educadores mais presentes do M. (pais e escola) estarem em sintonia no que toca à escala de valores a transmitir-lhe. Quando o pai chegou a casa já não havia peças de brinquedos (nem almofadas!) espalhadas pelo chão da sala. Jantámos com a TV desligada e fomos deitar o M., não sem antes darmos graças, num exercício muito nosso que já praticamos há uns meses. Eu pergunto-lhe o que foi o melhor do dia dele. Invariavelmente, responde-me: "bincá". Invariavelmente, agradecemos essa brincadeira ao Jesus. 

quinta-feira, 7 de novembro de 2013

e uma vontade de ir, correr o mundo e partir...

"O meu pai declarou: a Islândia pensa. A Islândia é temperamental, imatura como as crianças, mimada. Tem uma idade geológica pueril. É, no cômputo do mundo, infante. Por viver a infância, decide com muito erro, agressiva e exuberantemente".

(do fucking-brilliant-remarkably-touching-incredibly-beautiful novo livro do Valter Hugo Mãe - A desumanização)

terça-feira, 5 de novembro de 2013

alimento/ingrediente fetiche do momento

amêndoas tostadas

Meanwhile, in this life...


segunda-feira, 4 de novembro de 2013

Numa outra vida...

... gostava de ser surfista, de saber dançar (kizomba), de aprender a tocar um instrumento musical, de fazer Erasmus, de gostar de conduzir, de viver sozinha durante uns tempos, de saber usar saltos altos.

weekend in bits


sexta-feira, 1 de novembro de 2013

parece que engoliu uma cassete #2

Depois de algum tempo sentado na bancada da cozinha com os pés pendurados, Manel queixa-se de que lhe dói um pé...
"Deve estar dormente, filho", explicamos nós.
Solução pronta: "O Manel não vai andar com este pé, tá bem?"

Halloween x Pão por Deus

Como qualquer blogger que se preze deveria ter grandes teorias acerca do assunto do momento e, claro está, tomar um partido nesta guerra entre bruxas e santos... mas a verdade é que não tenho!! E não tenho porque nunca celebrei nenhuma das duas tradições. Acho alguma piada às americanices importadas e que vão sendo adaptadas à nossa realidade, como também me comove a minha avó ter uma notinha para dar ao bisneto pelo Pão por Deus.

Ontem, em jeito de alusão ao Halloween, vesti ao M. uma camisola preta com teias de aranha e motivos scary. Hoje, na escola, sei que vão fazer uma festinha do Pão por Deus. E assim (con)vivem duas tradições que, a meu ver, não têm que ser rivais.

let's go!


quinta-feira, 31 de outubro de 2013

É um rochedo? Não! É um prédio? Não! ... É um barco!


mais propriamente, um dos três navios de cruzeiro que há bocado vi atracados no porto de Lisboa

AMANHÃ: Red Lipstick Day

ELA desafiou, eu vou alinhar! Até porque é algo que já faço com relativa pouca frequência... Encontrei um tom (Chanel Allure 38) que acho que até não me fica nada mal e deixei de lado o preconceito do too-much ou do parece-que-vou-para-o-ataque e de vez em quando gosto de usar O batom vermelho (que ainda por cima me foi oferecido pelo esposo), mesmo no dia-a-dia, para trabalhar.
Não quero dizer com isto que ache que toda a gente fica bem ou tenha que se sentir confortável com os lábios pintados de vermelho... Mas porque não give it a try...?

Vamos a isto, meninas?

quarta-feira, 30 de outubro de 2013

presente de aniversário do M. comprado


é desta que ele vai finalmente ver, ao vivo, os seus ídolos. No ano passado achámos que ainda era muito pequeno e estes 365 dias serviram não só para ele aprofundar cada vez mais a sua admiração pelos artistas, como para nos fazer pagar mais um bilhete, uma vez que as crianças com menos de 3 anos não pagam a entrada no espectáculo (os três bilhetes custaram 54 euros!!!).

Diga-se que não há um só dia que passe em que o M. não cante e dance o seu single preferido, com enfoque na estrofe "e inventamos jogos, p'a nos divertir". Até na pediatra ensaiou uma pequena coreografia, rompendo a vergonha que habitualmente o acomete na consulta. 
O avô também já lhe comprou o presente de anos: o DVD do Panda & Os Caricas 2... para ir treinando nas duas semanas que separam o dia do seu aniversário do dia do grande evento.

ser criança é


ter super-poderes e calçar pantufas do Faísca McQueen e vestir pijamas do Super-Homem

terça-feira, 29 de outubro de 2013

parece que engoliu uma cassete #1

Ultimamente, lá em casa, a TV está quase sempre sintonizada no canal Disney Junior, sendo que um dos programas favoritos do M. é, claro está, A Casa do Mickey Mouse (éme-i-cê-kapa-é-ipslon-éme-ó-u-esse-é!). Tenho reparado que estes desenhos animados ora falam em inglês, ora em português, mas ainda não consegui perceber os horários certos para as diferentes versões linguísticas.
Hoje de manhã enquanto eu preparava o pequeno-almoço na cozinha, o M. via a Casa do Mickey Mouse na sala. Curiosa, berrei-lhe perguntei-lhe: "O Mickey está a falar em inglês ou em português?". Resposta dele: "Está em... está em... está em BOM!"

pergunto-me

como se usam leggings ou collants em tons de verde sem ficar a parecer o peter pan ou o robin dos bosques?

domingo, 27 de outubro de 2013