quinta-feira, 16 de fevereiro de 2017

querem maior prova de amor?

um dia depois do tão proclamado dia do amor, o meu marido deu-me a derradeira prova de amor: ficou até às tantas no PC a validar-me as 141 faturas que eu tinha pendentes a escassas horas do término do prazo para o efeito. e nem me deu nas orelhas por não o ter feito, e olhem que eu bem merecia, porque não há maior calona que eu para este tipo de coisas. calona, desorganizada e naba.
se isto não é amor, então não sei o que será.

terça-feira, 14 de fevereiro de 2017

"para ela nunca secar..."



para ti, que andas obcecado com esta música.
para nós, que de hoje a uma semana comemoramos 19 anos juntos.

a sair da casca (e o que eu gosto desta versão dele!)

prometi-lhe morangos a seguir ao jantar. mas ele terminou de comer antes de mim e eu ainda estava nas últimas garfadas quando de repente, com aquele vozeirão de homem com que às vezes já se expressa, me diz: "MÃE, ONDE É QUE ESTÃO OS MEUS MORANGOS?". ao que eu lhe respondi: "e as tuas boas maneiras, manel, onde estão?". ele adocicou-se, sorriu com os olhos, todo ele mel, mas em malandro e apontando para a garganta disse-me: "estão aqui. presas... não conseguem sair cá para fora". meu rico filho, que gosto dele de todas as maneiras e feitios... mas assim, argumentativo, fica ainda com mais pinta.

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2017

well that's a first


quinta-feira, 9 de fevereiro de 2017

às vezes não me reconheço

eu corri. primeira pessoa do singular do pretérito perfeito do verbo correr. e gostei.
eu corri, sem parar e a um ritmo jeitoso, três voltas (intercaladas com burpees, agachamentos, pranchas e sei lá que outros atos de tortura exercícios) a um quarteirão. e tive vontade de continuar. soube-me bem. até agradeci à professora ter-me posto a correr, porque se há uns tempos alguém me dissesse que eu iria fazer isto, eu rir-me-ia muito na cara dessa pessoa. há coisas incríveis e a capacidade (ainda que mínima) de nos superarmos é uma delas.

terça-feira, 7 de fevereiro de 2017

onde é que se come uma boa baklava em Lisboa?

estava a ler ISTO e a perguntar-me...

(de avelã não conhecia, só de pistácio, mas não sou esquisita)

Um dia falo sobre saúde sexual e reprodutiva no blog. Hoje é o dia.



Em primeiro lugar, porque me apetece. Depois, porque neste blog não há temas-tabu.



Começo por esclarecer que este post NÃO É um post publicitário, NEM TÃO-POUCO É um ensaio científico baseado em evidência sobre a temática em questão. Diz somente respeito à minha experiência pessoal e à opinião que tenho atualmente sobre estas coisas da contraceção e afins. Assim sendo, é apenas uma tentativa de desconstruir ideias pré-definidas, discutir conceitos que damos como adquiridos e, se estimular em quem o ler, uma fome de informação, já cumpriu 99,9% do seu propósito.



É que em questões de saúde (como em muitas outras) informação é poder! Não esperem que os médicos vos informem, porque essa não é a função deles. Estes profissionais estão formatados para tratar/curar/resolver e balizados por apertados (e obviamente necessários!) protocolos de atuação que os impedem de ter uma prática clínica mais individualizada. Acredito que muitos se sintam frustrados com este sistema, mas o facto de estarem conscientes disso já é um chega-pra-lá no paternalismo que ainda tende a grassar na classe (cada vez menor, thanks god!). Isto para dizer que cabe a cada um de nós fazer as perguntas certas, procurar informação em fontes credíveis… É nisto que reside o tão desejável empoderamento de cada um de nós, enquanto cidadãos. No caso da saúde, com ganhos adicionais no nosso status de saúde e na nossa qualidade de vida.



Mas voltemos ao tema sobre o qual hoje me debruço: planeamento familiar, contraceção, saúde sexual e reprodutiva. Se há tema importante para o bem-estar emocional e físico de uma mulher é este, minha gente!

Mesmo entre amigas, falamos de tanta coisa (roupas, gajos, relações), mas nunca abordamos estas questões a fundo. À maior parte de nós foi-nos “oferecida” uma pílula ali pelos finais da adolescência, altura em que visitamos pela primeira vez o ginecologista e tendemos a iniciar a vida sexual. Nem nos questionamos sobre o porquê ou acerca de eventuais alternativas. É assim porque sim! Foi assim comigo. Até ao dia em que parei de tomar a pílula, quase 10 anos após ter começado. Motivo: querer ter filhos. Tão simplesmente isto. E foi aí que começaram todos os porquês.



“Então mas a libido afinal é isto?”, “Ui, que eu nunca tinha sentido isto antes… e que bem que sabe”, “Até tenho algumas dores da ovulação, mas ao menos já me aturo a mim mesma e livrei-me daquelas alterações de humor completamente intoleráveis”. Pois é minhas amigas (e amigos, se é que ainda me estão a ler, que este post não é só para meninas!), é triste ter vivido toda uma vida até aos 30 sem noção de como se comporta e é suposto naturalmente comportar o meu próprio corpo (sem hormonas)”. Percebi, com uma clareza por demais evidente, que sou uma pessoa com pílula e outra diferente sem pílula. “Domesticada” é a palavra que melhor descreve como me sinto.



Ontem – depois de mais cinco anos a tomar a pílula e a maldizer a minha vida sobretudo devido à falta de lbido e ao humor descontrolado aos altos e baixos (há inclusivamente estudos que relacionam a toma da pílula à depressão), de uma segunda gravidez e de uns quantos meses passados novamente “domesticada” – pus um ponto final nesta minha história com a contraceção hormonal oral (pelo menos para já, que nestas coisas nem NUNCA, nem SEMPRE!). Depois de me informar com diferentes profissionais, conversar com amigas, ler sobre as diferentes alternativas e colocar as questões certas à minha ginecologista/obstetra, decidi (Eu! Não a médica! A isto se chama decisão informada!) colocar um dispositivo intrauterino (DIU) de cobre (que é um método barreira, ou seja, não hormonal). Claro que, à semelhança de qualquer método contracetivo, o DIU de cobre não é isento de efeitos adversos, sendo que o mais comum é o aumento das hemorragias menstruais, segundo a médica. Vamos ver como corre… Posso garantir que, no meu caso – volto a frisar que esta é a minha experiência pessoal! –, não senti a mínima dor ou desconforto na colocação (e olhem que ia cheiinha de medo!). Quanto a efeitos adversos, espero para ver, tendo sempre em mente o comentário da médica ontem na consulta, aquando da colocação do DIU: “daqui a uns tempos está cá para tirar esse e por o Mirena®”.



Isto porque a médica acha que os fluxos menstruais anormalmente abundantes (que até podem não vir a acontecer) terão impacto na minha qualidade de vida. A título de esclarecimento, o Mirena® é um DIU hormonal que equivale à pílula da amamentação (Cerazette®), pelo que inibe a ovulação e a menstruação. Tem como efeito secundário mais comum o inchaço abdominal, mas os efeitos habitualmente associados à contraceção hormonal oral são muito menores devido à via de administração (o que também acontece com o anel e o adesivo, ambos hormonais).



Nota: A colocação do DIU não está indicada para quem nunca esteve grávida, pariu ou foi mãe. O único método barreira, nesse caso, continua a ser o preservativo (masculino ou feminino).



Espero que esta minha partilha (reafirmo, PESSOAL!) vos inspire a “empoderarem-se” neste ou noutro sentido, aliás, no sentido que fizer mais sentido (passo o pleonasmo) para vós!

Eu consegui que uma ginecologista/obstetra me dissesse, com todas as letras, que na fase da vida em que me encontro as hormonas associadas à contraceção não me conferem qualquer benefício em termos de saúde. Acreditem que isto é revolucionário! Para mim, já é uma vitória (embora isto não seja uma guerra, atenção!). Mas, acredito que é assim que se mudam mentalidades e se vão desconstruindo “verdades” instituídas!



Sejam responsáveis por vocês, porque mais ninguém o vai ser. Informem-se. Conversem. Partilhem. Cuidem-se. Porque (ainda!) somos nós que mandamos no nosso corpo.

(o marketing e imagem do DIU ultrapassa-me, confesso... não consigo decidir se é bom ou se é mau)
mudança de look, AQUI

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2017

alimento/ingrediente fetiche do momento

tâmaras medjool

terça-feira, 31 de janeiro de 2017

alimento/ingrediente fetiche do momento

romã

segunda-feira, 30 de janeiro de 2017

janeiro é mês de #gettingthingsdone


marquei as férias. tenho agendadas consultas de rotina em três especialidades. dei mega arrumação no quarto dos miúdos e na sala. tenho trazido almoço de casa todos os dias.

e hoje de manhã... tchã, nãaaa, nãaaa, nãaaaaaaaaaaaaa... hoje de manhã, inscrevi-me em aulas de exercício físico (pós pós-parto). para já uma vez por semana, mas pouco é melhor do que nada, certo?

só me falta validar as faturas no site das finanças... mas amanhã ainda é janeiro.

quinta-feira, 26 de janeiro de 2017

dias de chuva pedem música



este senhor tem o dom de transformar músicas que no original não me dizem absolutamente nada em canções-que-oiço-em repeat-e-até-vou-pesquisar-a-letra. esta da Katy Perry é um exemplo.

quarta-feira, 25 de janeiro de 2017

leitura indispensável

manual de sobrevivência para anti-trumpistas

"essas coisas que tu agora comes"

é assim que a minha mãe, mas principalmente a minha avó (quase com 92), se refere às mudanças que tenho vindo a imprimir à minha alimentação. como estou mais magra (quer dizer, estou no meu peso normal, é preciso não esquecer que há bem pouco tempo estava grávida e não gorda!) e tenho (sempre tive!!) olheiras, acham logo que estou "com mau ar" ou "doente" e não há como fazê-las ver que não ando a comer "só sementes", que na realidade como de tudo e de forma muito equilibrada. 
A máxima tem sido: o que antes era regra, hoje é exceção. Acho que a grande mudança tem sido ao pequeno-almoço: deixei de enfardar folhados de salsicha, pães com chouriço, empadas ou merendas com meia-de-leite (com açúcar!) e rendi-me à diversificação alimentar na primeira refeição da manhã, cortando radicalmente com o leite e com o açúcar. E as diferenças em termos de bem-estar e energia são notórias. 
Há, efetivamente, uma série de alimentos que não faziam parte da minha dieta até há bem pouco tempo (e que hoje estão muito em voga e bem que podia ser mais baratos), mas que só vieram acrescentar valor do ponto de vista nutritivo ao meu dia-a-dia. A título de exemplo: abacate, aveia, tâmaras medjool, tapioca, lentilhas, arroz integral, feijão mungo, espelta, trigo sarraceno, quinoa, quark, bebidas vegetais, frutos secos e sementes no geral. 
Tenho uma grande vantagem que é não ser esquisita e gostar de praticamente tudo: o que é válido para o bem e para o mal. Volto a dizer (mãe, estás a ler-me?) que continuo a comer de tudo! Mas com muito mais moderação e bom senso. Não faço parte de nenhuma seita e não tenciono pregar a palavra, a sério, é só vontade de continuar a sentir-me bem, por dentro e por fora.

terça-feira, 24 de janeiro de 2017

da #WomensMarch


da cidade, com cheiro a m...

hoje levei um desabafo "mal-cheiroso" até à aldeia.
assegura-me a Rapariga, que na aldeia isto não se passa... que sorte a dela!

trágico-cómico



sexta-feira, 20 de janeiro de 2017

"isto foi horrível"

tão pobre, tão vazio, tão errado este discurso do Trump, que o desabafo do comentador na SIC Notícias resume na perfeição.
não sei o que é que me arrepia mais... se é o frio ou o valor da conta de eletricidade cujo prazo para pagamento termina hoje.

procura-se