segunda-feira, 10 de dezembro de 2007

Prémio Macaquices

Uma estação de rádio canadiana ofereceu um prémio de 1.000 a 5.000 dólares a quem contasse um facto verdadeiro que tivesse ocasionado um verdadeiro embaraço, daqueles que nos fazem apetecer enfiar-nos pelo chão abaixo.

Esta história recebeu o prémio máximo:

Tinha consulta no ginecologista marcada para essa semana mas tinham ficado de me avisar o dia e a hora. De manhã cedo, recebo um telefonema da empregada do consultório informando que a minha consulta tinha passado para esse mesmo dia de manhã às 09h30. Tinha acabado de tratar dos pequenos-almoços do meu marido e crianças e ia no momento começar a despachar-me, eram precisamente 08h45 fiquei em pânico, não tinha um minuto a perder. Tenho a certeza que sou igual a todas as mulheres e que temos todas muito cuidado e uma particular atenção com a nossa higiene pessoal, principalmente quando vamos ao ginecologista mas, desta vez, eu nem sequer tinha tempo de tomar um duche. Subi as escadas a correr, tirei o pijama, agarrei um toalhete lavado e dobrado que estava em cima da borda da banheira, desdobrei o e molhei-o passando-o depois, com todo o cuidado, pelas " partes intimas" para ter a certeza que ficavam o mais fresco e lavado possível. Joguei o toalhete no saco da roupa suja, vesti-me e voei" para o consultório. Estava na sala de espera havia uns escassos minutos quando me chamaram para fazer o exame. Como já sei o procedimento, deitei-me sem ajuda na marquesa e tentei, como sempre faço, imaginar-me muito longe dali, num lugar assim como nas Caraíbas, ou em qualquer outro lugar lindo e pelo menos a 10.000 kms daquela marquesa. Fiquei muito surpreendida quando o meu médico me disse: “Oh la la, hoje de manhã fez um esforço suplementar, mas ficou toda bonita!”. Não percebi muito bem o cumprimento, mas não respondi. Fui para casa nas calmas e o resto do dia desenrolou-se normalmente, limpei casa, cozinhei, tive tempo de ler uma revista, etc. Depois da escola, já acabados os seus deveres, a minha filha, de 6 anos, estava preparada para ir brincar quando gritou da casa de banho: “Mamã! Onde é que está o meu toalhete?”. Gritei de volta que tirasse um toalhete do armário. Quando me respondeu, juro que o que me passou pela cabeça, foi desaparecer da face da terra, o comentário do médico, martelava na minha cabeça sem descanso a minha filhinha disse-me só isto: " Não mamã, eu não quero um toalhete do armário, tenho falta é daquele que estava dobrado na borda da banheira, foi nesse que eu deixei todos os meu brilhantes e as estrelinhas prateadas e douradas!" Sorria, então a vida não é bela? Claro que é, principalmente se tivermos a "dita cuja" toda estrelada!!!

E vocês?
Querem participar no Prémio Macaquices?
Basta que partilhem connosco o vosso episódio
se-tivesse-agora-aqui-um-buraco-enfiava-me-nele-e-desaparecia?

As macacas são pobres e nada têm para vos oferecer, a não ser a leitura de histórias hilariantes que, estou certa, vos deixarão muito bem ‘espostinhos…

Vá, não se acanhem...

sexta-feira, 7 de dezembro de 2007

Ainda sobre NY...

Nostalgic mood

... ou de como sinto uma imensa vontade de voltar a NY



Não sei se é pela proximidade da época natalícia... Ou pelo frio cinzento que se abateu sobre Lisboa nos últimos dias... Ou pelo simples facto de, ultimamente, não ter tempo para fazer nada do que realmente gosto...

Sinto-me nostálgica e uma das coisas de que sinto mais saudades é de viajar... Oportunidade que não tenho tido, de há dez meses a esta parte.

Já me interroguei se estarei a ficar obcecada, mas a verdade é de que há umas semanas para cá, não há um único dia que passe em que eu não pense em meter-me num avião e... ir à descoberta.
Mais propriamente, não há um único dia que passe em que eu não sinta uma vontade profunda e irreprimível de regressar a NY...


Passear na 5th Av., com um small caffe latte ou um capuccino polvilhado de canela (made in Starbucks) a aquecer-me as mãos e a alma.
Ver o Central Park vestido de Outono.
Deixar-me impregnar pelo espírito consumista... cof cof... natalício e voltar a ser criança na F.A.O. Schwarz.
Sentir a vibrante e inesgotável energia do coração da cidade, em Times Square.

E depois vem um sentimento de culpa, insistente, que só consciencializei, há dias, quando me passeava pela blogosfera e alguém referia, concretamente em relação a NY, a "sensação de estar a trair Lisboa", mesmo sem querer fazê-lo e senti-lo...
Não se trata de traição, porque não dá para comparar o incomparável (perdoem-me a lapalissada).

Ainda assim, não dá para não sentir um remorso quase inconsciente.

Mas como remorsos inusitados não movem moinhos (isto não é bem assim, mas como dizia a outra, isso agora não interessa nada...), vou ali consultar o site da TAP e da BA e já venho!

Boas viagens (ou bons sonhos!)

Só se apelares ao menino Jesus

quinta-feira, 6 de dezembro de 2007

De como este gajo podia ser tuga...


... ou de como evitar cair no poço das lamúrias.

E quem nunca caiu que atire a primeira pedra!

quarta-feira, 5 de dezembro de 2007

Dedicado...


... a todos os que sempre sonharam ser capa de revista


As macacas foram apanhadas a banhos, pela Vogue... É o preço da fama!


terça-feira, 4 de dezembro de 2007

Hoje...



... vou sair mais cedo!


E não tenho medo de ninguém!!! (citando o macaco-chefe)


Por qué no te callas?

Por qué no te callas? dá título a programa de TV na Argentina

A já célebre interpelação do rei de Espanha, Juan Carlos, ao presidente da Venezuela, Hugo Chavez, "por qué no te callas?" deu a volta ao mundo e será agora o nome do novo programa de debate do canal argentino de televisão Telefé.

Na próxima quarta-feira arranca este espaço que vai para o ar de segunda a sexta-feira e será conduzido por Mariano Peluffo, co-apresentador do Grande Hermano.

O programa debaterá temas da vida quotidiana, actualidade e entretenimento, como por exemplo, "pais e filhos ou professores e alunos", explicaram fontes de Telefé.

As mesmas fontes afirmaram desconhecer o motivo do polémico título, mas é já um dado adquirido que não passará despercebido...

in DD

segunda-feira, 3 de dezembro de 2007

E o frio que faz lá fora?...

...ou porque é que eu tenho alergia a conversa de café.

Colega - Olá, há muito tempo que não te via, o que é feito de ti?
Moi - É verdade, estive em casa de baixa três semanas, fracturei o cóxis.
Colega - Ai coitada, deve ter sido horrível. Mas deixa lá esta semana também tive uma crise de hemorroidal que estou aqui que não posso.

(Silêncio)

Mais pézinhos


Não querendo estar aqui a monopolizar o tempo de antena e muito menos torturar-vos com este tema (qual joanete preso num stiletto), não posso deixar de comentar o artigo do NY Times sugerido pelo nosso caro leitor "Dr".

Intitulado "Se os sapatos não servem, arranja os pés", este artigo relata os dramas das mulheres que não conseguindo usar sapatos de salto alto, não estiveram com meias medidas: toca de trocar de pés e não de sapatos.


A expressão utilizada, bastante ilustrativa, é "put her foot under the knife". O problema é que a maior parte delas não têm noção do que há muitos médicos que dizem que sim a tudo só para ver a conta bancária mais gorda ao fim do mês e muitas delas acabam por ficar incapacitadas de andar uns tempos depois da dita operação. Ou se calhar têm mas não querem saber.

Felizmente não são todos assim e parece que estão já a pensar emitir um comunicado a reprovar este tipo de operação, argumentando que consideram pouco ético que um médico proceda a uma operação apenas para permitir à "paciente" enfiar as patorras nuns Manolo. Mas então e as outras operações estéticas? Os rios de silicone que correm mundo fora, os túneis de vento das lipo aspirações, a violência das operações ao nariz? Não é tudo o mesmo? Nada disto tem o objectivo de melhorar a saúde, mas sim a auto-estima. Então em que ficamos? Não sou contra as operações estéticas, acho que devemos fazer o que está ao nosso alcance para nos sentirmos melhor - o que me assusta é a perda de noção do razoável. A linha entre o bem estar e a falta de amor próprio pode ser muito ténue e é esse o problema.


Anyway, sugiro a distribuição de cheques-psiquiatria a quem se propuser fazer a dita operação. De certeza que os stiletto ficam bem melhor deitada no sofá do psiquiatra do que numa cadeira de rodas.


sexta-feira, 30 de novembro de 2007

Pensamento do dia


O que mais custa não são as fases de transição, mas a transição de fases.

quinta-feira, 29 de novembro de 2007

OH OH OH

Há o double 0 e depois há o triple "OH", mas conhecido por Pai Natal...

A doença dos pézinhos

Faço parte daquele vasto grupo de meninas que de vez em quando lá atacava os sapatos da mamã e tentava passear-se pela casa de saltos altos. Não havia muitos de saltos altos, lembro-me de dois em particular: uns daqueles de salto de cunha de corda e pano c as tirinhas que atavam à volta da perna e outros azuis escuros, clássicos, de salto alto. Esses sim eram o meu êxtase.

Tenho a certeza que há dezenas de teorias baratuxas que justificam esta paranóia das mulheres com os sapatos, sobretudo se forem de salto alto - e se tiverem a malinha a condizer então é o clímax. A minha teoria não é baratuxa, é mesmo grátes, que é disso que o meu povinho gosta: uma mulher de saltos altos sente-se PODEROSA. Pode ser em parte pelos centímetros a mais, ou porque faz as pernas mais esguias, mas na minha modesta opinião é simplesmente porque andar em cima de umas andas a fazer equilibrismo e ainda por cima com ar de quem não tá minimamente incomodada é de mulher com tomates.

Pela mesma ordem de ideias, quem já tentou todo o tipo de saltos e não há maneira de conseguir sente-se uma poia de caniche. Sente-se um homem impotente. Um carro sem motor. Uma camisola curta no inverno.

Não vou estar aqui a referir nomes porque eu não sou de intrigas, mas uma colega de uma amiga minha tem uma prima que não consegue usar saltos altos. Pior. Tem uma grande fixação com saltos altos, mas não consegue. Já tentou dois pares diferentes este mês e não dá. Uns apertam, outros esmagam, outros escorregam. Não dá!!! Não percebo, ou melhor, ela não percebe, como é que as outras conseguem e ela não. Será que cada vez que usam saltos altos ficam com as bolhas que ela ainda tem nos pés desde aquele famigerado dia em que achou que era mulher para uns saltos de 7 cm? A esse dia seguiu-se um período de luto, durante o qual jurou "nunca más", tal como a Galiza há 4 anos... Depois seguiu-se o período de negação, em que se convenceu que era só uma questão de começar por uns mais pequenos, qual "Mái fér leidi", começar de baixo e com paciência chegava lá. É o chegavas. O meu dedo anelar do pé esquerdo sofreu torturas a que o conflito israelo-palestiniano nunca assistiu (e ponham-se a pau se alguma das partes ler este post...) Eu juro que ouvia o meu dedo guinchar: "Eu juro, eu choro, eeeeeeuuuuu griiito, tira-me daquuuuiiiiiiiii!!!!!!!!!!!!"

Porquê, Sinhor? Porque é que eu não posso ser como as outras meninas?
Pró Natal, de presente, quero uns "pezinhos de salto alto". Debaixo do pinheirinho deixo-vos estes, que é para não ser acusada de só pedir e não dar nada. Que é pra quem os apanhar.

segunda-feira, 26 de novembro de 2007

sexta-feira, 23 de novembro de 2007

MUSIK

Site muito útil e interessante


E sai mais um post (f)útil...

Não resisti...
É que vocês não imaginam quanto tempo andei eu a namorar este magnífico par de sapatos.

Muitas idas à Bata do Vasco da Gama. só para olhar para eles. Depois, quando os quis comprar estavam esgotados, só havia em vermelho... Não desisti... No outro dia entrei na loja, só para ver... E eles lá estavam, uns 38, à minha espera.

E agora, já cá cantam... Mas deram luta, os sacanas! (a Macaca que o diga!)

Soluções alternativas

quinta-feira, 22 de novembro de 2007

Amuo(s)

Clã - Amuo
Carlos Tê
Vejo que estás mais crescida
Já dobras a frustração
Bates com a porta ao mundo
Quando ele te diz não

Envolves o teu espaço
Na tua membrana ausente
Recuas atrás um passo
Para depois dar dois em frente

Amuar faz bem
Amuar faz bem

Ficas descalça em casa
A fazer a tua cura
Salva por um bom amuo
De fazer má figura

Amanhã o mundo inteiro
Vai perguntar onde foste
E tu dizes apenas
Que saíste, viajaste

Amuar faz bem
Amuar faz bem

Nada como um bom amuo
Apenas um recuo quando nada sai bem

E depois voltar
Como se nada fosse
E reencontrar o lugar
Guardado por um bom amuo

Não sou de amuar... Não gosto, nem tenho paciência para amuos...
Mas confesso que esta perspectiva do Carlos Tê tem aspectos muito interessantes, que impelem à reflexão

1. Será o amuo um sinal de maturidade? (sempre entendi como sendo sintoma precisamente do contrário...)

2. Será uma forma saudável de catarse? (é possível...)

3. Permitirá, de facto, avançar ou é uma forma de ficar agarrada ao passado (no que ele tem de menos bom)?

4. Salvar-nos-á realmente um amuo de fazer má figura? (Mas o que pode ser pior do que cruzar os braços, fazer beicinho e infernizar todos à nossa volta com uma atitude birrenta?)

Vou ali amuar e já venho...



In a dress mood

Ando numa de vestidos.

Já era grande fã dos de Verão. Leves, coloridos, práticos...
E agora tenho usado e abusado deles neste Inverno ainda prematuro. E sabem tão bem!

Mais não seja porque isto das peças únicas é só vantagens. Acordar de manhã e não ter que esgotar os neurónios ainda adormecidos em conjugações de peças, cores, feitios... Ah... que descanso!!!

(e que post tão fútil... Desculpem, mas, isto ultimamente não dá para mais)


Bem, fiquem com as últimas aquisições desta macaquita que (por influência de uma outra macaca - que não a Bzana, mas não digo nomes) está cada vez mais vaidosa:


in www.mango.com

Nota: Obviamente que não me atrevo a combinar nenhum dos dois com os acessórios aqui apresentados. É que não há maneira de gramar botins e quanto aos leggings, estou a fazer um esforço...